Outubro Rosa ... Literário!


Oi Pessoal!

Neste mês, onde olhamos tem algo que remete ao Outubro Rosa, certo? Mas já parou para pensar o quanto isso é importante? O quanto esta lembrança constante nos alerta para algo que não podemos deixar passar de jeito nenhum? Outubro Rosa não é só uma campanha bonita de se ver, é um alerta para a mulherada se cuidar!

O sucesso do tratamento do câncer de mama depende muito do diagnóstico precoce que na maioria das vezes é encontrado no autoexame! Um simples autoexame gente! Que a gente faz em menos de dois minutos no banho, na frente do espelho ou antes de dormir!

Resolvi também ser uma lembrança do Outubro Rosa e selecionar alguns livros de lombada cor de rosa + meu kindle que tem a capa mais pink de todas hahahahah! De todos os livros da imagem apenas "Eu amo Hollywood" eu não li, todos os outros já foram lidos e um deles tem resenha por aqui e é um dos meus livros favoritos, No mundo da Luna - clique aqui - para ler a resenha!

E quem ai ainda tem dúvida sobre o assunto câncer de mama, sintomas, como se cuidar e etc, retirei deste site aqui algumas informações importantes, mas quem quiser ir lá o site é recheado de informações!

" O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres."

"É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.
Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são: Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor; Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
Alterações no bico do peito (mamilo); Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço; Saída espontânea de líquido dos mamilos"

"As mulheres devem procurar imediatamente um serviço para avaliação diagnóstica ao identificarem alterações persistentes nas mamas. No entanto, tais alterações podem não ser câncer de mama."


Fonte Imagem: http://diagnosticosdobrasil.com.br/blog/noticia/3616/

E você? Já fez o autoexame hoje?

[Resenha 14] Suicidas // Raphael Montes

Título: Suicidas
Autor: Raphael Montes
Editora: Companhia Das Letras
Número de Páginas:430
Ano de Publicação: 2012
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"Senti vontade de vomitar. Escorreguei para o chão puto da vida. Puto com Zak. Com o joguinho que ele criara no porão, com a indiferença estampada no rosto de cada um de nós, transbordando no ar envenenado. Merda, quando deixamos de ser humanos? Quando nos tornamos monstros armados, delinquentes? Como umas doses de álcool, alucinógenos e um porão abafado puderam fazer de nós seres tão pífios? E, sim, eu me incluo no grupo. Mesmo achando tudo isso repugnante, não pretendo me levantar daqui. Não pretendo mover um músculo sequer para evitar que tudo isso aconteça. Podem me condenar se quiserem. Pouco importa." (Pág 247)


Olá pessoal!

Hoje trago a resenha do primeiro livro publicado por Rapahel Montes, há um tempo eu queria muito este livro, mas estava esgotado em todas as livrarias, até que a editora Companhia das Letras relançou nesta capa maravilhosa!! 
Não imaginava que o primeiro livro escrito por Montes seria o meu favorito, siimmmm, para mim esta é a melhor obra do autor até agora, obviamente percebemos uma evolução na escrita do autor do primeiro até o quarto livro, mas Suicidas me ganhou pela trama mesmo, a história tão bem articulada e contada pelo autor, e claro, aquele final surpreendente que a gente tanto ama!!

O tema central do livro é o suicídio planejado por 9 jovens que decidiram brincar com a vida um através do jogo, roleta russa.
Assim que o livro começa já somos brindados com esta decisão destes jovens que aparentemente não são amigos e não sabemos os motivos do que os levaram a interromper a própria vida.
O livro é dividido em 3 momentos, a vida do Alê, personagem principal, onde ele conta como se fosse numa espécie de diário os dias que antecederam a roleta-russa; O dia da roleta russa onde Alê com objetivo de escrever um livro e finalmente ser lembrado como um escritor mesmo que na memória, escreve tudo que aconteceu no porão até a hora da sua morte e uma reunião que acontece após um ano do incidente com as mães de cada jovem para esclarecer alguns pontos do livro escrito pelo Alê no dia da tragédia.

Aos poucos vamos descobrindo o motivo que levou cada jovem participar da roleta russa. Apenas os motivos do Alê e Zak ficam aparentemente claros no início do livro. Alê está um pouco desapontado com o fato se não conseguir ser reconhecido na carreira de escritor e Zak pela morte prematura de seus pais. E meio o que me levou a leitura desenfreada do livro foi tentar descobrir o que levou a esta decisão todos estes garotos e garotas?

Um ponto legal do livro é que só temos os fatos que a polícia disponibiliza na reunião dos pais para tentar descobrir, é como se estivéssemos analisando o caso de perto, sem testemunhas e só com os indícios encontrados na cena, as anotações do Alê e seu suposto livro.

Dois pontos que me incomodaram um pouco no decorrer da leitura foi que na parte em que o Alê conta de sua vida antes da roleta russa não tinha uma cronologia muito certa, a gente acaba entendendo pela história mesmo, então acabei parando de ler as datas no início de cada capítulo. E na parte onde acontece a reunião era praticamente diálogos extensos onde percebíamos que as mães estavam bem exaltadas e abaladas com tudo que aconteceu, e o autor ao fim da maioria das frases colocava alguma observação entre parenteses do tipo: "vozes exaltadas" "voz ríspida" isso ficou um pouco chato e cansativo de ler porquê pela própria situação dava para saber que a personagem estaria exaltada ou chorosa ou sarcástica ..

O livro é uma montanha russa de reviravoltas e sentimentos contraditórios em uma página você ama o personagem X e na outra você tem nojo dele. Da para suspeitar de todo mundo, os personagens são bem construídos e a história bem amarrada, cheguei a imaginar um final como o que de fato aconteceu, mas nunca da forma como o autor construiu, muito mórbido, muito a sangue frio, muito como Raphael Montes.

Sem dúvida virou meu preferido, o final me deu um frio na barriga e aquele sorriso nos lábios de satisfação por ser surpreendida mais uma vez pelo autor. A diagramação do livro está perfeita, as três partes muito bem divididas e demarcadas, a capa impecável, agora só me resta esperar pelo próximo lançamento do autor"


"É com isso que convivemos. É com este tipo de coisa que somos obrigados a lidar todos os dias. Temos que encarar a sociedade jogando na nossa cara que somos todos um bando de corruptos. Temos que enfrentar com humanidade, pessoas que agem sem nenhuma humanidade. E, depois de tudo, temos que aceitar que nosso trabalho não adianta nada ... O político volta a roubar. O viciado volta a se drogar. O assassino volta a matar. As coisas continuam como sempre. As pessoas não mudam ..." (Pág 313)

[RESENHA 13] FIQUEI COM SEU NÚMERO // SOPHIE KINSELLA

Título: Fiquei com seu número
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Número de Páginas: 654
Ano de Publicação: 2012
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Oi pessoal! A gente some um tempo mas volta né? O importante é voltar rsrsr, afinal a gente nunca para de ler não é mesmo?

Essa é minha primeira experiência com Sophie Kinsella fora da série Becky Bloom, vi grandes semelhanças no livro com a coleção, mas foi bom ler algo da autora fora do contexto Becky Bloom e seu cartão de crédito descontrolado rsrsr.

Poppy Wyatt está com o casamento marcado, ela finalmente achou um pretendente digno de um príncipe. Porém sua alegria está um pouco ameaçada, ela simplesmente perdeu o seu anel de noivado que diga se de passagem está na família de seu noivo há mais ou menos 3 gerações e na tentativa louca de achar o anel acaba sendo assaltada e fica também sem seu precioso celular.

Bem, o anel foi perdido no hotel, disso ela tem certeza, e quando vai para a recepção perguntar pela milésima vez se alguém achou seu anel, Poppy acaba encontrando um celular na lixeira, é quase uma mensagem divina não é mesmo? Já que você precisa de um celular e alguém jogou um fora, então, o celular passa a ser seu não é mesmo?

Mas obviamente, o dono oficial do celular empresarial, Sam Roxton não curtiu muito a ideia de Poppy ficar um tempo com seu celular até encontrar o seu anel, mas acontece que Poppy já passou seu "novo número" para todos os funcionários do hotel que tem a possibilidade de encontrar seu valioso anel de noivado.

E então a história se desenrola a partir dai, Poppy com sua confusões muito bem humoradas, suas notas de rodapé em todas as páginas praticamente onde ela mesmo explica uma passagem no livro de forma muito engraçada, sua maneira de pensar peculiar que só as personagens de Sophie Kinsella tem e sua aventura de encontrar o anel, ser uma pseudo secretária do dono do seu novo celular  a poucos dias de subir no altar.

O que mais fez a minha alegria neste livro foi a função secretária de Poppy para Sam, gente, sério, Poppy ajudava o Sam como ninguém, era cada confusão que ela me aprontava que eu achava que nunca teria como ela sair dessa, tipo Becky mesmo, dai a semelhança dos livros.

O legal é que muita coisa acontece, temos um cenário que podemos refletir sobre amizades, traição, autoconhecimento, autovalorização, tudo envolto a um bom humor que nos faz dar gargalhadas durante toda a leitura.

Poppy é uma personagem com um coração gigante, mas com muito a aprender sobre a vida e a se valorizar mais, me vi muitas vezes com vontade de estalar os dedos na frente da personagem e dizer: "acorda, você é muito mais do que isso que está se sujeitando a ser".

O romance é fofo, mas quando aconteceu eu fiquei com gosto de quero mais, com a impressão que não aproveitei o melhor da história!

Li minha versão no kindle, não notei nada anormal, a capa também tem sua semelhança com a série da Becky e confesso que não curti, queria enxergar a Poppy ali, mas toda vez que vejo a capa penso na Becky kkkkkk! E acredito que o detalhe das notas de rodapé devem ficar mais interessantes e dinâmicas no livro físico.